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Por que o Inventário demora tanto? Judicial x Extrajudicial

O Inventário Extrajudicial em breve completará 14 anos de existência no ordenamento jurídico e os números só confirmam que de fato, como um dos melhores instrumentos de DESJUDICIALIZAÇÃO, ele foi e é sucesso. Conforme o relatório "CARTÓRIO EM NÚMEROS" (disponível em https://www.anoreg.org.br/site/wp-content/uploads/2020/04/Cart%C3%B3rio-em-n%C3%BAmeros-1.pdf) de 2007 a 2018 foram realizados no Brasil 1,2 milhões de Inventários Extrajudiciais nos Tabelionatos de Notas!

Se o imóvel é de "posse" ele pode constar do Inventário para fins de Partilha?

Como já falamos outrora, a "POSSE" tem importância econômica (e o possuidor tem proteção legal, inclusive - art. 1.197 c/c art. 1.210 e ss. do CCB/2002 c/c art. 554 e ss. do CPC/2015). Evidentemente que não há que se confundir POSSE com PROPRIEDADE pois são institutos diversos, devidamente catalogados na Lei Civil.

Muitos são os casos onde o possuidor tem o bem (já tendo preenchido - ou não - os requisitos para a regularização via USUCAPIÃO) e acaba falecendo sem iniciar a regularização. Neste cenário, pode ser possível arrolar o bem em Inventário?

Afinal de contas, a autonomia do táxi entra no Inventário?

Antes de tudo é preciso considerar a legislação municipal que trata da questão, no caso concreto, já que devemos conceber a chamada "autonomia de táxi" como ato unilateral da administração pública, de natureza discricionária e precária. Trata-se de uma concessão/ato de caráter nitidamente PERSONALÍSSIMO, somente sendo alcançada pelo pretendente, pessoa natural, depois de preencher determinados requisitos.

Construí no terreno do meu pai e ele morreu. Tenho que dividir a casa que construí com meus irmãos?

Muito comum também - todo mundo já viu um caso triste assim - é aquele onde falece o autor da herança deixando os herdeiros e em seu terreno, por exemplo, fica uma edificação levantada por um dos filhos, com seus recursos próprios, mas sem a devida legalização tempestiva, incorporando-se ao terreno principal. E agora? Com o falecimento, como fica a partilha?

Posso fazer sobrepartilha através de Escritura Pública?

A Sobrepartilha nada mais é do que a nova partilha realizada sobre bens que não foram incluídos no primeiro procedimento de inventário e partilha (tenha sido ele JUDICIAL ou EXTRAJUDICIAL). Como ensina o douto Professor PAULO CEZAR PINHEIRO CARNEIRO (Inventário e Partilha - Judicial e Extrajudicial. 2019),

Os filhos de diversos casamentos e o velho problema da divisão da herança na hora do inventário...

Problema bem recorrente é o caso da divisão do patrimônio na hora do falecimento daquele que deixa DIVERSOS FILHOS de vários casamentos... e agora? Como é que fica esse caso muito comum?

Esse é um típico caso onde o PLANEJAMENTO SUCESSÓRIO pode dar uma perfeita solução, de acordo com o caso concreto, porém, na grande maioria das vezes o titular do patrimônio não se preocupa em resolver a questão em vida, deixando para os herdeiros a resolução da questão - e com isso talvez uma verdadeira e arrastada briga judicial que pode levar anos para se resolver.

O credor do falecido pode requerer a abertura do Inventário Extrajudicial?

A legitimidade para requerer o início do INVENTÁRIO E PARTILHA é assunto tratado pelo CPC/2015 em seu art. 615. Segundo a referida regra a LEGITIMIDADE para iniciar tudo será de quem estiver na POSSE e ADMINISTRAÇÃO dos bens do Espólio, dentro do prazo definido no art. 611 (DOIS MESES a partir da morte), sendo certo que haverá legitimidade concorrente para todos aqueles arrolados no art. 616 - inclusive o CREDOR do herdeiro, do legatário ou do falecido.

E como seria isso no Inventário Extrajudicial?

Na hora do Inventário: havendo meação pago por 100% ou apenas por 50% do bem?

Muita calma nessa hora pois será preciso fazer alguns cálculos.... será? Na verdade sempre que enfrentamos uma partilha temos que ter muito bem definidos a questão da FORMA DE AQUISIÇÃO e o REGIME DE BENS de eventual casamento que possa estar envolvido no caso em tela. Um pacto antenupcial com um REGIME MISTO pode fazer toda a diferença (sobre ele já falamos aqui, inclusive: https://www.instagram.com/p/CBgv7XtjWqf/).

Adiantar uma "partilha em vida" pode ser vantajoso?

Algumas pessoas têm um "MEDO" em falar em PARTILHA EM VIDA... todas com medo da morte, achando até que isso traz "mau agouro"... na verdade é preciso saber (e elas já sabem, rs!) que para morrer basta estar vivo. O que parecem não estar muito preocupadas é com os problemas que podem estar deixando para herdeiros, podendo causar inclusive discórdias na família, além de uma onerosidade desnecessária e talvez um processo moroso de inventário judicial...

Posso fazer Inventário Extrajudicial de Precatório?

Ensina o mestre PEDRO LENZA (Direito Constitucional Esquematizado. 2020) que "De modo sintético, pode-se dizer que o PRECATÓRIO judicial é o instrumento através do qual se cobra um débito do Poder Público. Nos termos do art.