Julio Martins Advogado

Posso acrescentar o sobrenome dos meus bisavós para homenageá-los?

Como esclarece o Desembargador MARCELO RODRIGUES (Tratado de Registros Públicos e Direito Notarial. 2021), "(...) o prenome era considerado IMUTÁVEL, mas, por construção doutrinária e jurisprudencial, tal imutabilidade, que já era relativa, de acordo com as exceções previstas na própria lei, foi ainda mais abrandada.

Comprei, quitei e quando fui exigir a Escritura soube do óbito do Vendedor. E agora?

Sabemos que a propriedade só se transfere com o REGISTRO em Cartório. Qualquer outra transação, intervivos, que se realize afastada dessa premissa, precisará, por certo, de um processo judicial adequado à espécie para buscar eventual regularização - coisa que desde já se tornaria desnecessária se as partes contratantes tão logo entabulassem o contrato realizassem o registro.... muita gente não faz e com isso se sujeita aos mais diversos riscos...

Ocupo o imóvel já há algum tempo. Quando poderei iniciar o processo de Usucapião?

Definitivamente somente haverá declaração de reconhecimento da Usucapião (seja ela pela via JUDICIAL, seja ela pela via EXTRAJUDICIAL) se cabalmente demonstrados, NO MOMENTO DA APRECIAÇÃO pelo Registrador ou pelo Juiz os requisitos da modalidade requerida. Neste sentido já se manifestou inclusive o STJ no REsp 1361226/MG, Julgado em 05/06/2018. A doutrina abalizada de CRISTIANO CHAVES DE FARIAS e NELSON ROSENVALD (Curso de Direito Civil. Direitos Reais. 2016) sinaliza:

Você está atrás do seu "mili"? Então leia isso aqui antes...

Recentemente fui apresentado ao perfil da @karenkardasha - e se você não conhece, vá lá dar algumas risadas de uns tipos que conhecemos muito bem na vida real... Karen - ou "Ka", como queira - fala quase sempre sobre a intenção de muitas pessoas em casar com um MILIONÁRIO (gringo de preferência) e com isso mudar de vida... Ninguém está aqui para criticar o modo de vida de ninguém - é bom deixar isso claro, desde sempre - especialmente quando o seu modo de vida não afeta em nada a vida dos outros (o velho problema do recalque presente na vida em sociedade como o todo).

Descobri só hoje que meu imóvel está sendo ocupado... ainda consigo reavê-lo??

DEPENDE..... a questão não é tão simples, devendo-se ter em conta que a Usucapião se impõe quando preenchidos os requisitos legais, INDEPENDENTEMENTE de qualquer medida judicial ou extrajudicial que porventura seja adotada pelo ocupante, detentor de todos os pressupostos exigidos por Lei por esta forma de aquisição imobiliária. Em regra, todo trabalho do titular registral, que em tese estará perdendo sua propriedade em favor do usucapiente, será em demonstrar justamente o não preenchimento dos requisitos.

Toda procuração se extingue com o falecimento do Outorgante?

NEM TODAS se extinguem com o falecimento do Outorgante... e isso é muito importante para avaliar determinados casos onde, aparentemente, poderíamos estar diante de um caso de ANULAÇÃO DE COMPRA E VENDA de imóvel. Veja-se por exemplo, o caso das Procurações EM CAUSA PRÓPRIA. Valendo-se da conceituação de Carvalho Santos, indica LUIZ GUILHERME LOUREIRO (Registros Públicos - Teoria e Prática.

Como consigo obter minha Escritura de graça?

Nunca é demais repetir pois muita gente efetivamente precisa e ainda não sabe: É POSSÍVEL A GRATUIDADE EM TODOS OS ATOS REALIZADOS EM CARTÓRIO (Escrituras de imóveis, declaratórias, Inventários, Atas Notariais, Atas para USUCAPIÃO EXTRAJUDICIAL, Divórcio, Separação, União Estável, Procurações etc) além é claro dos REGISTROS (RGI, RCPN, RCPJ etc) e das Certidões.

AVISO CGJ nº 922/2020 (D.O. de 26/11/2020) - Gratuidade de Justiça nos Atos Notariais. Desnecessidade de Prévia Distribuição

O Corregedor-Geral da Justiça do Estado do Rio de Janeiro, Desembargador BERNARDO GARCEZ, no exercício das atribuições que lhe são conferidas pelo artigo 22, inciso XVIII, da Lei de Organização e Divisão Judiciárias do Estado do Rio de Janeiro (Lei n° 6.956/2015):

CONSIDERANDO a necessidade de constante adequação e padronização de procedimentos a serem observados pelos Serviços Extrajudiciais do Estado do Rio de Janeiro, objetivando a segurança jurídica dos seus atos;

Vovô morreu há 50 anos mas só agora conseguimos iniciar o INVENTÁRIO... consigo resolver tudo em Cartório?

NUNCA é tarde... para muita coisa, inclusive para iniciar um Inventário Extrajudicial - desde que é claro preenchidos os REQUISITOS da Lei 11.441/2007, observadas as "evoluções" dos Códigos de Normas locais. É importante desde já destacar que não haverá multa pela abertura a destempo, a ser cobrada pelo Cartório. Na verdade a multa que poderá haver (art. 31 da Resolução 35 do CNJ) é cobrada pelo ESTADO e fica a cargo do Tabelião (art. 289 da LRP) fiscalizar o seu recolhimento.