Divórcio: o Amor não prende, não aperta, não sufoca...

Atribui-se na Internet à autoria de Mario Quintana a frase "O AMOR NÃO PRENDE, NÃO APERTA, NÃO SUFOCA. PORQUE QUANDO VIRA NÓ, JÁ DEIXOU DE SER LAÇO".

O fato é que ao Casamento (assim como à União Estável e às outras formas de relacionamento plenamente válidas e albergadas pelo ordenamento - ainda que não catalogadas nos moldes exemplificativo do Casamento) quando perde sua razão de ser, não se restabelecendo pela composição do casal, só restará o desfazimento, não havendo que se falar que não deu certo: deu certo enquanto durou e, como quase tudo na vida, teve um início, um meio e um fim - e acredite: há vida - e MUITA VIDA - depois do Divórcio.

É importante ter a compreensão de que o Divórcio não representa o fim da vida: é apenas o fim de um capítulo, que se encerra para o início de outros.

O ordenamento jurídico brasileiro admite duas vias para a realização do Divórcio: a tradicional via JUDICIAL (envolvendo processo judicial com Juiz, Advogado, audiências etc) e a via EXTRAJUDICIAL, em Cartório de Notas, onde tudo pode ser resolvido como na via Judicial, desde que observados os requisitos legais (inexistência de filhos menores ou incapazes do casal - salvo quando as questões relativas a eles já tiverem sido resolvidas prévia e judicialmente - acordo entre o casal, assistência obrigatória de ADVOGADO).

Efetivamente o desenlace na via extrajudicial se mostra muito proveitoso na medida em que abrevia todo o estresse do momento, por ser célere e dinâmica, podendo tudo ser resolvido rapidamente - inclusive inteiramente ON-LINE, através da plataforma do e-Notariado, nos moldes do Provimento CNJ 100/2020 - como falamos aqui: https://www.anoreg.org.br/site/2020/08/11/artigo-direito-net-divorcio-online-em-tempos-de-pandemia-por-julio-martins/