É permitida a impressão em frente e verso para Cartórios Extrajudiciais?

Recentemente recebi um questionamento de uma cliente sobre o fato da RECUSA por um SERVENTIA EXTRAJUDICIAL do seu documento para registro puramente pelo fato dele estar impresso em FRENTE E VERSO... A questão pode parecer de diminuta complexidade porém temos aqui no Rio de Janeiro um AVISO da CGJ - antigo inclusive - que deixa claro sobre a possibilidade. Tal aviso foi editado inclusive com respaldo em orientação do CNJ (Recomendação CNJ 11/2007) versando sobre a "necessidade de efetiva proteção ao meio ambiente" assim como questões de sustentabilidade.

Enquanto efetivamente ainda tramitamos com papéis e meio físico na VIA EXTRAJUDICIAL, não tendo o grande avanço já presente na tramitação judicial (onde existe o Processo Eletrônico - cf. Lei 11.419/2006) é preciso que todos os envolvidos observem o regramento vigente, especialmente o BOM SENSO, nem sempre presente hoje em dia em muitas cabeças [teoricamente] pensantes....

Reza o AVISO CGJ/RJ 810/2011 que "(...) petições e documentos dirigidos aos órgãos jurisdicionais e administrativos do Tribunal de Justiça poderão ser impressos em FRENTE E VERSO das folhas, cabendo às partes e advogados a responsabilidade pela correta configuração das margens, de forma a preservar a integridade do texto". Confira a íntegra em http://www.juliomartins.net/pt-br/node/530

- "Ah, mas o ato não está direcionado ao Cartório Extrajudicial" - diria alguém não muito interessado em resolver o problema do cliente... se efetivamente o serventuário for movido pela vontade de resolver o problema, por certo saberá que o ato deverá ser digitalizado (como já se discutiu e assentou no Proc. ADM CGJ/RJ ‪2013-196481‬ em face do RCPJ da Capital/RJ), não havendo, portanto, qualquer razão para a recusa do instrumento impresso em frente e verso....

Importante ressaltar que é muito comum (e até recomendável) que a impressão de atos notariais e registrais, que ainda se dêem em papel, sejam feito em frente e verso, primando, portanto, pela "economia de recursos naturais e a redução de gastos institucionais por meio de uso racional dos bens".